quinta-feira, 17 de maio de 2012

APROVADO O PROCESSO DE PRIVATIZAÇÃO NA FIOCRUZ


É inacreditável. Vejam a portaria logo abaixo:

GABINETE DO MINISTRO – PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 900, DE 8 DE MAIO DE 2012

OS MINISTROS DE ESTADO DA SAÚDE E DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, no uso as atribuições que lhes conferem os incisos I e II do parágrafo único do art.87 da Constituição, resolvem:

Art. 1º Instituir o Grupo de Trabalho Interministerial para analisar e propor a reordenação jurídica, institucional e estrutural da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), com vistas a elaborar estudo referente à instituição do Conglomerado FIOCRUZ e da Empresa Companhia Brasileira de Biotecnologia em Saúde Biomanguinhos.

Art. 2º O referido Grupo de Trabalho será composto pelos seguintes representantes:

I – Ministério da Saúde (MS)
a) Gabinete do Ministro (GM)
Jean Keiji Uema
b) Secretaria-Executiva (SE)
José Carlos da Silva.
c) Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE)
Zich Moisés Júnior (titular); e
Eduardo Jorge Valadares (suplente).
d) Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)
Pedro Ribeiro Barbosa.

II – Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP)
a) Secretaria de Gestão (SEGES)
Valéria Alpino Bigonha Salgado (titular);e
Marianne Nassuno (suplente).

Art. 3º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

ALEXANDRE ROCHA SANTOS PADILHA
MIRIAM APARECIDA BELCHIOR
Postado por Valeska

O AVANÇO DO PRIVADO



Por Maíra Mathias, da

Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio – FIOCRUZ.

O que a nova classe média, um banco público e a Bolsa de Valores têm a ver com os rumos do SUS?

Afinal, qual é o papel do setor privado na prestação de assistência à saúde no Brasil? Hoje, pode-se fazer uma distinção clara entre o que é interesse público na área da saúde e o que é interesse privado? Como o processo de financeirização da economia afeta o chamado “mercado da saúde”? E a regulação, o que pode fazer diante desse novo cenário? Colocadas dessa forma, a relação entre as perguntas acima pode não ser muito clara em um primeiro momento. Entretanto, os questionamentos fazem parte da complexa teia de fatores que estão em jogo para a efetivação (ou enfraquecimento) da noção ampliada de saúde presente no SUS constitucional, aquele sistema sonhado por militantes da Reforma Sanitária como um direito de todos.


Se dependesse apenas da Constituição brasileira, a resposta para a primeira pergunta poderia ser dada sem maiores dificuldades. O texto é bastante claro quando determina que se “a assistência à saúde é livre à iniciativa privada”, o papel desse setor deve ser complementar ao SUS e segundo as diretrizes deste. No entanto, a realidade diz outra coisa. Em 2011, 47 milhões de pessoas buscaram a saúde privada, de acordo com dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No mesmo ano, o setor movimentou cerca de R$ 80 bilhões, enquanto o orçamento da União para a saúde ficou em R$ 72 bi.

A percepção do conjunto da sociedade sobre qual deve ser o peso dos planos e seguros de saúde na vida dos brasileiros vem sendo auferida exaustivamente por pesquisas encomendadas principalmente por entidades privadas. Os resultados tendem a expressar uma insatisfação com o SUS, embora não estejam isentos de contradição. De acordo com pesquisa Datafolha encomendada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e divulgada no ano passado, planos e seguros de saúde constituem o segundo objeto de desejo da população brasileira, só perdendo para a casa própria em uma lista que inclui itens como carro, seguro de vida, seguro residencial, eletrodomésticos e computador. Já segundo pesquisa Ibope encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 95% dos brasileiros concordam, total ou parcialmente, que o governo tem a obrigação de oferecer serviços de saúde gratuitos a todos.

A combinação do aumento de postos de emprego com carteira assinada, facilidade no acesso ao crédito e ganhos reais no salário mínimo é apontada como responsável pela incorporação de um segmento mensurado em 30 milhões de pessoas em nichos de mercado antes exclusivos da classe média, caso dos planos e seguros de saúde. Pesquisa do instituto Data Popular encomendada pelo jornal Valor Econômico este ano estima que 4,4 milhões de pessoas da classe D já possuam esse tipo de plano. E há para onde crescer, já que esse número corresponde a apenas 9,3% do total residente em cidades.

No entanto, a voracidade do mercado não vem acompanhada por qualidade na assistência, como lembra o pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Mário Scheffer: “Esse mercado está crescendo mais de 10% ao ano sem planejamento. É um cenário de aumento da compra de planos populares, que são baratos, em média custam menos de cem reais a mensalidade. São planos com uma rede credenciada muito diminuída que não dá atenção de qualidade. Hoje tem overbooking, filas de espera, demoras e dificuldades em conseguir atendimento. Se anuncia um apagão da saúde suplementar por essa voracidade de se vender planos de saúde para uma suposta nova fatia da população que está descontente com o SUS e hoje tem poder aquisitivo”.

A frustração com os planos e seguros vem sendo mensurada pela ANS. Cerca de 20 milhões de brasileiros têm planos de saúde considerados ruins ou medianos, fatia que representa nada menos do que 45% dos usuários de planos de saúde no país. Pesquisa encomendada pelo Conselho de Medicina ao Datafolha no ano passado aponta que 58% dos usuários dos planos de saúde vivenciaram alguma situação negativa com o atendimento das operadoras no período de um ano. As reclamações mais recorrentes envolvem fila de espera e demora no atendimento em pronto-socorro, laboratórios e clínicas (26%). Também é alvo de críticas a pouca variedade de médicos, hospitais e laboratórios (21%). Dos entrevistados na pesquisa, 19% relataram dificuldade em marcar consulta e 18% se sentiram prejudicados com o descredenciamento do médico procurado. Quatorze por cento dos usuários relataram que precisaram recorrer ao SUS por terem atendimento negado pelas empresas. “É um engodo achar que a assistência suplementar é um paraíso. A falta de regulação, as brechas, as inúmeras restrições de atendimento, as negações de cobertura, empurram as pessoas de novo para o sistema público. Tudo aquilo que é caro, complexo, os idosos, os doentes, os desempregados, enfim, tudo o que não dá lucro retorna para o SUS”, enfatiza Scheffer.

Banco público, saúde privada

O anúncio foi feito no dia 19 de abril de 2010. Durante o lançamento de editais de patrocínio a projetos culturais, a então presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Maria Fernanda Gomes Coelho, informou aos presentes que a instituição estava desenvolvendo um estudo de viabilidade para entrar no ramo de seguros de saúde. “É um segmento do qual participam as demais instituições financeiras e é estratégico para nossa instituição oferecer esses produtos e serviços, sobretudo para as camadas mais baixas da população”, justificou na ocasião, de acordo com matéria da Agência Brasil. Assim, cerca de um ano depois, também sem muito alarde, a intenção do banco público se materializou no âmbito da empresa privada Grupo Caixa Seguros, da qual a CEF detém, hoje, 48,21% das ações.

A entrada do banco, mesmo que indiretamente, no mercado de planos e seguros de saúde privados teve repercussão escassa até agora. O Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) foi uma das poucas entidades a se manifestar publicamente sobre o caso. Em fevereiro, publicou em seu site a nota ‘Caixa Econômica Federal contra o direito à saúde’ em que questionava: “Se a saúde é, de fato, prioridade do Governo, esta prioridade deve se expressar, também, nas medidas do conjunto das instituições estatais”, lamentando, por fim: “Enquanto a correlação das forças políticas for favorável ao capital financeiro não há por que estranhar notícias como essa”.

“A decisão da Caixa é uma aposta na contramão da construção de um sistema público. Isso não condiz com a história de um banco público orientado para o desenvolvimento não só econômico, mas social do país. Como instituição voltada para a efetivação de programas sociais e direitos dos trabalhadores, há um significado muito forte quando a Caixa aposta na falência do SUS para fazer negócios”, avalia Scheffer. De acordo com ele, a iniciativa da Caixa diz muito sobre o futuro papel da saúde suplementar no sistema brasileiro e, consequentemente, sobre o futuro do próprio SUS. “Nós queremos esse subsistema como complementar ao sistema público ou a política é transformá-lo na cobertura principal de grupos cada vez maiores da população? Assegurar a perenidade do SUS vai depender muito de como os recursos do crescimento econômico vão circular no sistema de saúde. Qual será o destino da nossa riqueza coletiva? Parece que há uma determinação política para que ela se desloque para as despesas privadas e para o setor privado”, acrescenta.

Mesmo tendo sido anunciado pela direção da instituição e, posteriormente, divulgado como uma ação da Caixa Econômica Federal, o negócio operado pela Caixa Seguros Saúde recai unicamente sob a responsabilidade da personalidade jurídica privada quando o interesse é defender o banco público desse tipo de críticas. Procurada pela revista Poli no começo de abril, a assessoria de imprensa da CEF aconselhou a reportagem a tratar diretamente com a Caixa Seguros Saúde. Por sua vez, também por meio da assessoria, a empresa avaliou que não cabia a ela responder às críticas e, sim, à CEF. Procurado de novo, finalmente o banco decidiu não se pronunciar sobre o assunto nem dar detalhes sobre sua participação no negócio.

Procurada para comentar a posição do banco, a presidente do Cebes, Ana Costa, questiona: “A Caixa deveria responder. Eticamente porque é um banco público, que deveria preservar o interesse público e as bases da Constituição brasileira e politicamente porque é uma instituição vinculada a um governo que deve defender o interesse público”. Ana analisa que a entrada da Caixa se soma a outros elementos que corroboram “a aposta no fracasso do SUS”. “A Receita Federal também aposta no fracasso quando promove a renúncia fiscal do pagamento da saúde privada. Isso é um contrassenso, uma política na contramão da Constituição, que não fala em privilegiar o setor privado. Mas o que está acontecendo é o contrário. O setor privado hoje regula o setor público até determinando onde ele deve se estabelecer e onde deve ser subtraído”.

A falta de um delineamento claro entre o interesse público e o privado esteve presente no processo que deu origem à Caixa Seguros. O negócio que fez da Caixa Econômica acionista minoritária da empresa remonta o período das grandes privatizações no Brasil. Em 2000, a Caixa Seguros S.A. ainda era conhecida como Sasse, sigla para Companhia Nacional de Seguros Gerais, e era controlada pelo banco público, com os mesmos 48%, e pela Funcef, o fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que detinha 50,75% das ações. O controle do Funcef é dividido entre trabalhadores e diretoria do banco. Em caso de impasse, o voto de Minerva é da Caixa.

A compradora das ações da Funcef foi a empresa francesa CNP Assurances, que continua sendo acionista majoritária da Caixa Seguros. A transação aconteceu em fevereiro de 2001, alcançando o preço de R$ 1,065 bilhão. Na época, a Federação Nacional dos Advogados do Pessoal da Caixa Econômica Federal e o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região questionaram a transação na Justiça Federal, alegando que a Sasse pertencia à Funcef e, por isso, era indiretamente controlada pela União. A venda da Sasse, portanto, deveria cumprir os procedimentos de uma privatização. Mas prevaleceu o entendimento de que o fundo de pensão não era estatal. Por fim, não precisou haver um leilão e o banco público passou a ter como sócia a empresa francesa.

De acordo com dados disponíveis no site da ANS, em fevereiro, a seguradora tinha 3.383 beneficiários. No mesmo mês, uma matéria do Valor Econômico ouviu fontes oficiais e divulgou que o objetivo da empresa era chegar a 2015 com meio milhão de beneficiários. Como operadora médico-hospitalar, a Caixa Seguros Saúde comercializa seguros de saúde na segmentação de assistência médica somente para pessoas jurídicas, incluindo pequenas, médias e grandes empresas. Na segmentação odontológica, os produtos são vendidos também para pessoas físicas. A venda dos seguros está intimamente ligada à estrutura operacional da Caixa Econômica. Os gerentes das agências do banco público são incentivados a ofertar os seguros para os clientes.

“A Petrobrás é uma empresa pública, com participação de capital público, mas, ainda sim, ela é por definição uma empresa. O governo é o maior detentor de ações da Petrobrás? Sim, mas isso faz parte do nosso modelo de capitalismo, em que o governo é parceiro de empresas privadas em vários negócios. E essas organizações, como os bancos públicos e a Petrobrás, se comportam como as outras empresas se comportam no mercado”, situa Maria Angélica Borges dos Santos, pesquisadora da Escola de Governo em Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz).

Financeirização

Nesse sentido, a pesquisadora localiza a entrada da CEF no ramo dos seguros como parte de um processo recente no país chamado financeirização da saúde. “É da natureza dos bancos trabalharem em três negócios: empréstimos, aplicações e, cada vez mais, venda de seguros. Vivemos em uma sociedade de risco em que os seguros são um produto com um mercado enorme. E quais riscos com mais valor de venda? Vida, residência, carro e saúde. Isso nos diz que a saúde agora é um produto associado a essa indústria de riscos, que faz parte do portfólio dos bancos, por isso, não vejo a entrada da Caixa como uma inflexão e, sim, como mais uma expressão desse fenômeno geral de financeirização da economia e da saúde”, diz.

A Caixa Seguros Saúde tem o controle dividido pela Caixa Seguros, com 75% do capital, e pela Tempo Assist, com 25%. A Tempo Assist se apresenta em seu site como uma empresa de capital aberto listada no Novo Mercado da BM&FBovespa. Segundo Maria Angélica, essa associação é característica da financeirização. “Para oferecer o seguro de saúde, a Caixa associou-se a uma administradora de saúde capitalizada por meio de ações na Bolsa, uma sociedade anônima. E, nesse ponto, ela está cumprindo um link que é típico da financeirização”.

A financeirização da saúde tem vários efeitos no modo como as pessoas acessam, pagam e são satisfeitas em suas necessidades pelos serviços que contratam. Um dos mais imediatos tem relação com a abertura de capital das empresas, que passam a ser sociedades anônimas com ações na Bolsa de Valores. “A empresa com ações na Bolsa tem um compromisso claro com o seu acionista, que quer receber retorno do investimento. Tanto faz se o negócio é a venda de borracha ou saúde”, explica a pesquisadora. Segundo ela, essa característica cria uma distorção no mercado de saúde, já distorcido por natureza por não ser baseado no desejo do consumidor. “Na prática, grande parte da demanda por serviços de saúde não é uma livre escolha das pessoas, mas fruto da urgência. Tradicionalmente nesse processo havia uma primeira intermediação entre a pessoa e sua necessidade de atenção em saúde, que era o profissional de saúde. Em seguida, entrou outra intermediação: os planos de saúde. Com as empresas abrindo capital, temos também os acionistas. Aquela relação direta entre médico e paciente, em princípio muito mais próxima da defesa dos interesses do paciente, fica cada vez mais distante. Nessa cadeia de intermediários, onde está o compromisso?”, provoca.

Outro efeito da financeirização é a concentração do mercado. Fausto Pereira dos Santos, ex-diretor-presidente da ANS, explica que não há aumento no número de operadoras. “As operadoras estão ficando muito grandes, elas têm comprado umas às outras. Está havendo um processo de concentração. A Amil saiu de 600 mil para mais de três milhões de beneficiários, a Bradesco também tem hoje mais de três milhões, a Unimed, mais de um milhão. Hoje, menos de 40 operadoras tem mais de 60% do mercado”, afirma.

De acordo com a pesquisadora da ENSP, o fato já chamou a atenção do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia vinculada ao Ministério da Justiça que atua na fiscalização, prevenção e apuração de abusos de poder econômico. “A financeirização na saúde é grave, não é um fenômeno periférico. O fato de o Cade começar a ver concentração é sintomático. A tendência é outras empresas seguirem muito rapidamente esse caminho, criando um mercado cada vez mais oligopólico, que é o que aconteceu nos EUA na década de 1990”.

Regulação

Para o ex-presidente da ANS, a grande questão da regulação no Brasil continua sendo definir qual é o papel do setor privado no sistema de saúde. “A Constituição fala de um Sistema Único, de diretrizes e responsabilidades. No entanto, a Lei Orgânica [lei 8.080, de 1990] é restrita em alcance porque fala de um sistema público de saúde, próprio ou contratado, e não aborda ou avança na questão da regulação do setor privado, na definição de responsabilidades e papéis”. Para ele, o resultado é que essa conformação cria, na prática, dois segmentos incomunicáveis entre si. “O segmento público é acompanhado, regulado, organizado pela Lei Orgânica, enquanto que o privado ficou sem nenhum tipo de regulação por parte do Estado”.

Em 1998, com a promulgação da lei 9.656, conhecida como Lei Geral dos Planos, a situação não foi resolvida. “A lei dos planos é endógena. Foca em como o plano deve funcionar, qual é a capacidade econômica que uma operadora deve ter para vender plano de saúde, o que o plano precisa cobrir. De novo a legislação não falou do papel do privado na conformação de um sistema, de como deve se dar a relação entre o público e o privado, das responsabilidades. A exceção é o artigo 32, que prevê que as operadoras devem ressarcir o SUS quando seus beneficiários forem atendidos pelo sistema público, mas isso é muito pouco quando imaginamos o volume e a dimensão que o privado tem hoje no sistema de saúde brasileiro. Continuamos tendo um vazio jurídico na relação público-privado no Brasil”, expõe Fausto.

Para ele, a responsabilidade das empresas que operam livremente no setor deveria ser no sentido da integralidade do processo da assistência do beneficiário. “Elas não atuam na assistência farmacêutica e na questão da promoção da saúde, por exemplo. Em algumas cidades, mais da metade da população é beneficiária de planos e várias ações como vigilância da mortalidade materna e regulação da urgência parecem não fazer parte do mundo das operadoras, que ainda em grande parte atuam apenas como intermediadoras econômicas, não são responsáveis pela saúde do conjunto dos beneficiários a elas vinculados. Não dá para ser operador do setor saúde como um intermediador econômico que recolhe um conjunto de recursos de uma parte da sociedade e contrata um conjunto de prestadores de serviços como se essa relação fosse de consumo. A saúde é muito mais ampla do que isso”, enfatiza.

Fausto acrescenta que além de rever a questão da disputa pela rede prestadora e do funcionamento paralelo, um novo marco regulatório para o setor também deveria se posicionar em relação à renúncia fiscal. “Precisamos cortar alguns vasos comunicantes, como a isenção do Imposto de Renda. São questões que fazem com que hoje o setor público financie uma parte do mercado privado. Isso aumenta a iniquidade na medida em que o conjunto da população brasileira arca com a renúncia, que favorece um conjunto menor de pessoas”.

Para Maria Angélica, não existe hoje espaço político para a discussão de um marco regulatório amplo. “A discussão de regulação hoje ainda está muito técnica e incipiente. A pauta atual da ANS hoje está muito centrada na qualidade da prestação de serviços, na resolução das disputas entre prestadores e operadoras, que são discussões posteriores à regulação. O tema do marco regulatório, pensado de forma ampla, ainda não está na agenda nem da ANS nem do governo federal”. A opinião é compartilhada por Mário Scheffer: “Nos últimos anos, são vários exemplos e indícios de que cada vez mais o governo está abdicando do compromisso com o SUS universal e público como meta constitucional. Estamos assistindo a uma reforma do sistema de saúde sem nenhuma discussão do impacto disso. Podemos estar caminhando para a hegemonia do setor privado e a discussão se faz necessária até para avaliar a viabilidade de reverter ao público tudo o que está sendo entregue para o privado, porque podemos chegar a um ponto em que isso seja irreversível”.

Fonte: Blog saúde Brasil
Postado por Valeska

RESOLUÇÃO - RDC Nº 15, DE 15 DE MARÇO DE 2012


Nova resolução dispõe sobre requisitos de boas práticas para o processamento de produtos para saúde e dá outras providências.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o inciso IV do art. 11 do Regulamento aprovado pelo Decreto nº 3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 13 de março de 2012, adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicação.

Veja a resolução no link abaixo:

BVSMS
Postado por Valeska

TJ NEGA LIBERAÇÃO DE LEITOS PÚBLICOS PARA FINS PRIVADOS


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) julgou e negou recurso que pedia a liberação da Lei nº. 1.113/2010, que prevê o direcionamento de 25% dos leitos de hospitais públicos administrados por Organizações Sociais (OSs) para fins privados, ou seja, atendimento de planos e seguros de saúde privados.



No ano passado, o juiz Marcos de Lima Porta, da 5ª Vara da Fazenda Pública, concedeu liminar à ação civil do Ministério Público, impedindo a entrega dos leitos como prevê a lei. Esta é a segunda vez que o Governo do Estado de São Paulo perde na Justiça ação sobre a destinação de leitos do SUS a particulares.



De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, esta é mais uma vitória contra um decreto que fere os princípios previstos nas regras que definem o Sistema Único de Saúde, além de criar uma “dupla porta” de entrada no atendimento público e reduzir o atendimento aos usuários do SUS, aumentando a fila de espera, que já é enorme, e com isso, a insatisfação dos pacientes. “A utilização de leitos públicos para fins privados é inconstitucional. Não há como ser feita cobrança por um atendimento em estabelecimento público, é totalmente irregular. Além disso, a medida reduziria o atendimento aos usuários do SUS, aumentando a fila de espera, que já é enorme”, declarou Carvalhaes.



Para se ter uma ideia, até o final de 2010, as OSs eram responsáveis pela gestão de 26 unidades hospitalares, sendo 18 hospitais gerais e oito de especialidades, responsáveis por 250 mil internações e 7,8 milhões de procedimentos como, urgências, hospital dia, exames, cirurgias ambulatoriais, hemodiálises, entre outros. Assim, com os 25% previstos na lei, seriam subtraídos mais de dois milhões de procedimentos da capacidade de atendimento no SUS.

Fonte: Portal da enfermagem
Postado por Valeska

terça-feira, 15 de maio de 2012

ENFERMAGEM DA UPE (PROCAPE,HUOC E CISAM) ESTARÁ DE BRAÇOS CRUZADOS AMANHÃ CONTRA AS PRECARIAS CONDIÇÕES DE TRABALHO E POR CONCURSO


A diretoria do Sindupe está organizando um evento que promete chamar a atenção de quem estiver passando pelas ruas adjacentes ao Campus Santo Amaro, da Universidade de Pernambuco - UPE.

Reivindicando abertura imediata de concurso público e dignidade profissional para os trabalhadores da UPE, o sindicato promete levar às ruas trabalhadores empolgados com a idéia de denunciar à população a precariedade das condições com as quais funcionam hoje as 14 unidades de ensino (ICB, FCM, FENSG, ESEF, POLI, FOP, FCAP, FFPNM, FFPP, FACETEG, Campus Caruaru, Salgueiro, Arcoverde e Mata Norte) além dos 3 hospitais da UPE (PROCAPE, HUOC e CISAM).




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Há oito anos sem concurso público, a UPE pena com a falta de servidores. Contando as aposentadorias, os pedidos de exoneração e os falecimentos, a UPE dá conta do funcionamento de todas as suas undiades com um déficit 800 servidores.

A resposta apresentada pelo governo estadual tem sido a contratação simplificada de servidores pagando salários aviltantes.



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Os servidores da UPE deliberaram e aprovaram em assembléia geral da categoria, uma paralisação de advertência de 24 horas, em repúdio a política adotada pelo governo estadual, que precariza dia após dia a única Universidade Estadual de Pernambuco.

Com apitos, bexigas, trio elétrico e com as caras pintadas com as cores da UPE, os servidores se concentrarão a partir das 07 horas de amanhã (16), na frente do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), onde haverá um Ato Público que culminará com uma passeata até a reitoria da Universidade de Pernambuco, quando os servidores com faixas denunciarão aos transeuntes e motoristas a realidade que está por trás da UPE.

" Se por um lado, o governo do estado com alarde dá publicidade de que está interiorizando a UPE, por outro se cala e explora os trabalhadores com uma sobrecarga de trabalho exorbitante. Se faltam 800 servidores, qual a mágica que podemos fazer para que as atividades não sejam remanejadas pra quem continua na ativa? Se 800 servidores sairam da UPE (aposentados ou exonerados) é claro que alguém está assumindo o trabalho de quem saiu. De sua parte, além de contratar poucos servidores, o governo do estado tem pago salários ultrajantes. Dá vergonha de dizer que há servidores na Universidade de Pernambuco recebendo menos que um salário mínimo! A situação se tornou insustentável. Vamos denunciar e pedir o apoio da população " , explica Ana Carla Alves, vice-presidente do Sindupe.




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Fonte: Sindupe

SEMANA DE ENFERMAGEM EM PERNAMBUCO COM PROGRAMAÇÃO INTENSA E DE ALTO NÍVEL - ABERTURA SERÁ AMANHÃ

Tema: Arte, Trabalho e Cidadania.
Período:10/05/12 a 20/05/12

O Conselho Regional de Pernambuco, Coren-PE, dentro das comemorações da Semana de Enfermagem, estará desenvolvendo juntamente com seus parceiros, a programação:


Data

Atividades

Horário

Local


10/05/12

Grande Expediente Especial. Homenagem à Semana da Enfermagem.
Autor requerente: Deputado Odacy Amorim


09:30h
às
12:00h


Assembleia Legislativa de Pernambuco – ALEPE
Endereço: Rua da União, 439, Boa Vista


10/05/12

Semana da Enfermagem do Hospital Memorial Guararapes:
Anjos da Enfermagem: Educação através do lúdico
Palestra: Cuidar de si para cuidar melhor!
Palestrante: Enfª Cibele Lopes de Santana (Conselheira do Coren-PE)



10:00h
às
12:00

Hospital Memorial Guararapes
Endereço: Avenida Doutor Júlio Maranhão, 911- Jaboatão dos Guararapes


11/05/12

Programação local alusiva à Semana de Enfermagem da ABEn- PE

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENFERMAGEM: 85 ANOS DE COMPROMISSO SOCIAL, PARTICIPAÇÃO E LUTA”.





08:00h às

16:00h


Auditório do Hospital da Restauração
Endereço: Avenida Governador Agamenon Magalhães, s/n - Derby







12/05/12


Sindicato dos Enfermeiros no Estado de Pernambuco – SEEPE

Seminário: Abordagem Multidisciplinar em Tratamento de Lesões


Informações e inscrições: Sede do SEEPE, www.seepe.org.br, seepeeventos@hotmail.come pelo fone: (81) 3222-2964.








08:00h às

17:00

Recife Praia Hotel (Boa Viagem)
Endereço: Av. Boa Viagem, 9, Pina





14/05/12

a

18/05/12

Semana do Bem Estar para todos.
Ações: Palestra e consulta com Florais de Bach, Reflexologia Podal, Shiatsu e Oficina de Automaquiagem.

09:00h às

16:00h



Sede do Coren-PE
Endereço: Rua Barão de São Borja, 243, Boa Vista
Público alvo: Profissionais de enfermagem atendidos no Coren durante o período.


14/05/12

Sessão Solene na Câmara dos Vereadores do Recife
Vereador Luiz Eustáquio: Autor da Lei 17.593/2009 que institui o dia 15 de maio como Dia Municipal da Enfermagem


09:00h
às
12:00h


Câmara de Vereadores
da Cidade do Recife
Endereço: Rua Princesa Isabel, 410, Boa Vista.


15/05/12

Semana de Enfermagem do Hospital Universitário Oswaldo Cruz: Homenagem aos Profissionais - Participação dos Anjos da Enfermagem


09:00h
às
12:00h

HUOC
Endereço: Rua Arnóbio Marques, 310, Santo Amaro


15/05/12

Semana de Enfermagem do Hospital da Restauração: Homenagem aos Profissionais- Participação dos Anjos da Enfermagem


09:00h
às
12:00h

Auditório do HR
Endereço: Avenida Governador Agamenon Magalhães, s/n - Derby

16/05/12

Atividade Científica do Coren-PE

Mesa redonda:

Crescimento e desenvolvimento econômico de Pernambuco. Reflexos na macroeconomia, mercado de trabalho e saúde do trabalhador.

Coordenadora: Drª Ivone Cabral (Presidente da ABEn Nacional

Debatedores:
Drº Gelson Albuquerque (COFEN)
Drº Itamar Lages (UPE / ADUPE)

Palestrantes:

Drª Tânia Bacelar – UFPE

Drª Jackeline Teixeira –DIEESE

Drº Luiz Melo- FUNDACENTRO

Mesa Redonda:

A Enfermagem no Exercício de Cidadania
Coordenadora:Dra. Heleny Macedo -Conselheira do Coren-PE.

Palestrantes:

Dra Karla Júlia Marcelino - Ouvidora Geral do Estado de Pernambuco
Palestra: Assédio Moral

Dra. Cristina Buarque- Secretária da Secretaria da Mulher do Estado de Pernambuco.

Palestra: Enfrentamento da Violência Contra a Mulher

Dra. Neide Ferraz- Presidente da ABEn-PE.

Palestra: ABEn: 85 Anos de Compromisso Social, Participação e Luta.
Debatedores: José Francis Herbert - Presidente do SATENPE
Dra. Vera Leite – Presidente do SEEPE


















09:00h
às
12:00h

















14:00h
às
16:00h























Centro de Convenções de Pernambuco- Auditório Tabocas
Endereço: Avenida Governador Agamenon Magalhães Salgadinho Olinda - PE




















17/05/12

Celebração Ecumênica
Mística e a Espiritualidade da Enfermagem

17:00h às 21:00h


Pátio de São Pedro
Endereço: Rua de São Pedro, s/n - Recife

17/05/12

Atividade Científica da Subseção Limoeiro
Palestra: Sistema Cofen- Coren’s
Dra. Simone Diniz- Presidente do Coren-PE
Palestra: Segurança do Paciente, a responsabilidade da equipe de enfermagem.
Dra. Carla Melo



08:00h às 12:00h



Escola Técnica Estadual
José Humberto de Moura Cavalcante
Limoeiro -PE
Endereço: Rodovia PE 90, S/N, Coqueiros, Limoeiro – PE

18/05/12

Semana da Enfermagem do Hospital das Clínicas- Visita às Enfermarias com a participação dos Anjos da Enfermagem.

09:00h às 12:00h


Hospital das Clínicas
Endereço: Avenida Professor Moraes Rego 1235, Cidade Universitária

18/05/12

Ação no Metrô Recife durante a 8ª Feira de Saúde promovida pela AEPAEPE (Associação de Escolas Particulares de Enfermagem de Pernambuco) Participação dos anjos da Enfermagem

09:00h às 12:00h


Metrô do Recife
Endereço: Estação Central do Recife

20/05/12

Iª Corrida da Enfermagem Pernambucana
Participação dos Anjos da Enfermagem


08:00h largada

2º Jardim de Boa Viagem
Endereço: Segundo Jardim de Boa Viagem.
Inscrições para profissionais de Enfermagem: www.coren-pe.com.br/corrida

Na categoria geral pelo site da ACOPE(Associação dos Corredores de Pernambuco)
www.circuitoacope.blogspot.com.br






























































































































































Fonte: COREN PE

segunda-feira, 14 de maio de 2012

VEM AÍ A 1ª CORRIDA DA ENFERMAGEM PERNAMBUCANA



O COREN-PE estará realizando no próximo
 dia 20 de maio a 1ª Corrida da Enfermagem Pernambucana. A prova é uma realização do COREN - Conselho Regional de Enfermagem - PE com organização da ACOPE (Associação dos Corredores de Pernambuco) e será realizada na Av. Boa Viagem.


O percurso terá 5 km com largada no 2ª Jardim de Boa Viagem e retorno na orla do Pina para o mesmo local da largada.


Kit do atleta será composto de Camisa do Evento, número do peito e alfinetes em local a ser divulgado oportunamente.


Além da medalha de participação para todos os concluintes, haverá premiação com troféu e dinheiro para os 3 primeiros colocados masculino e feminino (veja os valores da premiação no banner acima).


Percurso da 1ª Corrida da Enfermagem Pernambucana (clique para ampliar)




As vagas são limitadas a 200 participantes e as inscrições serão realizadas aqui no site da ACOPE ou presenciais:

Processo de Inscrição

Presenciais:
- Na loja da Esposende da rua da Palma, centro do Recife com Valdemir


Pelo Site:
1 - Preencha todos os campos do formulário da página de inscrição e clique em "Enviar Informações".
2 - Vá até uma agencia da CEF ou qualquer casa lotérica e faça o depósito de acordo com os dados abaixo:

   Valor:         R$ 25,00 
   Banco:       Caixa Econômica Federal
   Agencia:    1294
   Op:             013
   Conta:        00866210-4
   Titular:        Ezequiel Silva Santos Júnior


3 - Envie o comprovante de inscrição para o email:  acope2010@gmail.com


Observações:

- para os profissionais de enfermagem inscritos no coren as inscrições, serão 
realizada pelo site do coren. http://www.coren-pe.com.br/


- Não serão realizadas inscrições nem entrega do kit no dia do evento
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